Competição é benéfica e necessária para o ambiente corporativo. É o que aponta uma pesquisa realizada pela consultoria Page Personnel, feita com 200 analistas, coordenadores e jovens gestores de diversos setores, de São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas. De acordo com 90% dos respondentes, ser competitivo no trabalho faz bem para o funcionário e para a empresa, e para 40% a disputa é fundamental para o desenvolvimento profissional e para o sucesso da empresa em que trabalham.
As organizações devem manter um bom clima de competição com regras claras, como meritocracia e plano de carreira. Ser transparente na forma como acontecerá uma promoção ou a conquista de um bônus, por exemplo, é fundamental para que não haja conflitos entre funcionários.
“A simples preferência de um gestor por um determinado funcionário é algo muito subjetivo, então a competição deve ser pautada em números, resultados e respostas a feedbacks”, indica Marcelo Cardoso, diretor da RM1, empresa especializada em treinamentos e coaching.
Comportamento dos profissionais
Não se pode confundir ambiente competitivo com clima pesado, carregado. A postura das pessoas faz toda a diferença neste sentido, e um clima saudável de competição depende de funcionários com atitudes leves e respeitosas no dia a dia.
“A competição trabalha indicadores fundamentais para o desenvolvimento humano, como a comunicação interpessoal, a solução rápida de problemas, o respeito a ideias contrárias, as negociações, entre outros. Podemos considerar que esse amadurecimento vale também para a vida particular do indivíduo, podendo torná-lo um ser mais aceitável na sociedade”, ressalta Pedro Rodrigues, Personal Professional Coach e colunista do Carreira & Sucesso.
Por mais leve que a relação entre colegas precise ser, o universo corporativo é baseado em competição. Para crescer na carreira, o profissional deve saber “jogar o jogo” e vencer muitos desafios, tanto na empresa onde atua, como no mercado de trabalho.
“Um profissional bem preparado emocionalmente e com uma relação saudável com seus colegas deve saber lidar com esse tipo de situação”, completa Marcelo Cardoso.
Catho Online

