Na ginástica do mundo do trabalho, o profissional de Educação Física precisa malhar muito para ter retorno financeiro acima da média, considerada baixa. Mas é possível crescer. Para isso é importante se movimentar sobre a esteira das demandas resultantes de novos hábitos, que incluem a preocupação maior com a saúde corporal – número crescente de pessoas buscam, por exemplo, o serviço do personal trainer e reservam, em suas rotinas, espaço para a academia. Entre os reflexos dessa mudança de comportamento, está o aumento significativo do número de academias em Mato Grosso do Sul – em três anos, esse crescimento foi de 67,8%.

Em uma ponta, a da oferta, a educação física passa a ser considerada uma profissão da área da saúde; na outra, a da demanda, as pessoas mudam, pouco a pouco, o comportamento, preocupando-se mais com hábitos saudáveis. Esse encontro de interesses fez aumentar a procura pelos serviços do educador físico.

Próprio negócio

Entre os que não perdem tempo e se atentam às transformações na área, está o educador físico e empresário Jonimar Guimarães. Formado em Educação Física em 2004, ele tem, atualmente, dois estúdios (com acompanhamento personalizado) e uma academia. “Assim que me formei, já consegui emprego”, conta, referindo-se a uma situação comum na área, uma vez que a procura por profissionais é elevada. 

Jocimar investiu no próprio negócio, após ficar conhecido  - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado


Mas Guimarães não se contentou com o seu primeiro emprego. “Trabalhei dois anos como professor e passei por quatro academias. Fui procurando algo cada vez melhor”. Decidiu, então, investir no próprio negócio. E as atividades nos primeiros anos de sua vida profissional foram fundamentais para o sucesso de seu empreendimento. “Trabalhar em vários lugares é importante para você ficar conhecido no mercado. Depois que montei meu primeiro estúdio, passei a atender muitos clientes das academias onde tinha trabalhado”, conta. 

A partir de sua própria trajetória e pelo que observa na área, ele avalia que os profissionais, de modo geral, precisam ter mais interesse. “É uma crítica que faço à minha própria profissão. Muitas pessoas dessa área não mostram tanto interesse. Se é, por exemplo, para trabalhar 6 horas da manhã, a maioria acha difícil”, avalia.

Hoje, Guimarães se considera um profissional realizado e deixa um recado aos colegas: “É possível crescer nessa área sim. Tem muito campo de trabalho”. Mas é preciso suar a camisa – nos sentidos literal e conotativo. “É dedicação total. Isso aqui (academia, educação física) é minha vida. É o tempo todo, exclusivamente mesmo”, afirma. 

Com informações do Correio do Estado*