Em diversas seleções de emprego, alguns empregadores não observam, outros deixam o item bem especificado. Estamos falando da opção sexual. Alguns setores de RH tem a ordem de não contratar pessoas que aparentam (ou demonstram abertamente) ser homossexual. E isso não vale somente para homens. Também vale para transexuais, lésbicas e outros gêneros.


Segundo pesquisa divulgada no ‘O Estado de S. Paulo’ - 54% dos 400 profissionais de RH ouvidos afirmaram existir preconceito nas empresas e 22% deles disseram ter restrições dependendo da área ou da vaga desejada.

Para Cleyton Feitosa, que é Assessor de Políticas LGBT na Secretaria Especial da Mulher e de Direitos Humanos da Prefeitura de Caruaru, não é preciso procurar muito para descobrir a ausência de travestis e transexuais nos postos de trabalho.

“Não é necessário pesquisas sofisticadas para observar a ausência de travestis e transexuais nos postos de trabalho (por mais simples que sejam tais postos na carreira profissional). Lésbicas mais masculinas e gays mais efeminados também sofrem processos de exclusão na seleção ou entrevista. Nesse sentido, a população LGBT fica mais vulnerável num sistema competitivo que, evidentemente, privilegia padrões mais aceitáveis ou convencionados socialmente”.

Já para a consultora em RH e psicóloga organizacional Kalyne Miranda, essa questão pode variar bastante, dependendo apenas da cultura da empresa e da visão do administrador.

“Independente de opção sexual, o importante é analisar o perfil do candidato, as habilidades e suas aptidões. Se após todo o processo de Recrutamento e Seleção o mesmo atender os requisitos exigidos ele pode sim ser contratado”. Enfatiza Kalyne.

A conduta da empresa, consistente no tratamento discriminatório dispensado ao autor no ambiente de trabalho, além de lhe acarretar humilhações, traz junto o desrespeito à sua dignidade como ser humano. Portanto as empresas não podem optar por esse tipo de discriminação.